terça-feira, 10 de novembro de 2009

Despedidas (3)


My beloved teacher Romana, "larger than life", amazing person and human being...



Despedidas (2)

Kelly e eu, Josué e eu...


Despedidas

Sina e eu... Tomas e eu...






So long Farewell, Good bye... (2)

Preparei uma mensagem de despedida para todos os alunos e funcionários da escola. Coloquei num envelope com um docinho (pra adoçar a vida...) e entreguei tudo na quinta-feira. Ninguém esperava. Ninguém nunca havia feito isso antes. Uma das turmas retribuiu com uma homenagem. Invadiram a minha classe e recitaram um poema que escreveram para mim. Nem preciso dizer o que aconteceu. Maria do Pranto versão inglesa: Mary tears. Na sexta-feira, fui para o meu último dia de aula vestida de alienígena. Coloquei minhas lentes de contato vermelhas, uma roupa preta e disse que era amiga da Célia. Assustei todo mundo. Recebi abraços e beijos. Aí minha professora, Romana, soltou: mas a gente vai se ver na festa, hoje à noite! Eu sabia! Sina organizou uma festa surpresa. Não pôde ir, pois estava em casa com 38 graus de febre. Eu fui, debaixo de uma chuva "daquelas" e com o coração na mão, mas tinha de honrar o compromisso. Foi bacana. Na foto, estou com Júlio, do México. Ele aprendeu Português só pra me dizer que eu sou a pessoa mais bacana que ele já conheceu. Um doce!

So long, Farewell, Good bye...

A semana foi de despedidas. Primeiro, fomos jantar num restaurante italiano (na foto, Alessandra, Abdullah e eu). Depois, fomos a um Karaokê. Mico total, pois não havia lista de músicas para escolher. Você tinha de escrever num papel o nome da música que queria cantar e o nome do cantor (e só valia música em inglês, claro!). A gente escorregou um bocado na pronúncia, desafinou mas conseguiu se divertir. Afinal de contas, ninguém aspirava ser um profissional. Mas acho que alguns de nós chegaram bem perto!

ausência e mudanças

Fiquei um longo tempo sem escrever por conta de muitas coisas que aconteceram. Foi uma semana de despedidas, de surpresas e muita tristeza. A cada dia, tentava me reunir com um grupo de amigos para dizer "Good bye". Nesse ínterim, minha irmãzinha caçula, Sina, ficou doente e descobri que o sistema de saúde gratuito do Reino Unido é tão ruim (ou pior) que o SUS. Você pode morrer sem atendimento, não importa o quanto urgente é seu problema. Primeiro mundo? Uma ova! Bem, não vale a pena desfiar tudo de ruim que aconteceu (e não foi pouca coisa). Quero esquecer as coisas ruins e me focar nas coisas boas.
Caramba, gente, que saudade do Brasil!
"Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá
As aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como lá..."
Não permita Deus que eu precise de assistência médica aqui.
Prefiro ir pro HC ou pra Santa Casa ou até mesmo o Mandaqui!

Abençoado Brasil!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Halloween 2



Sábado fui à minha primeira festa de Halloween. Improvisei uma fantasia com as coisas que tenho. Comprei caninos postiços para colar sobre os meus, sangue artificial e maquiagem branca para arrasar como vampira. Providenciei lentes de contato vermelhas, para ficar bem assustadora. Depois de maquiar 2 vampiros e uma diabinha (Miguel, Tomas e Sina), corri para me arrumar. Na hora de colar os dentes, quebrei um deles. Bloody shit!

Como eu poderia ser uma vampira sem caninos gigantescos? Mudei o conceito da fantasia para Witch Bitch (uma bruxa daquelas bem safadas). I did my best. Ficou bom. Fiz cara de malvada e pintei dois furos no pescoço, para simular uma recém-entrada no mundo vampiresco.

A festa estava uma delícia, até eu tomar o "ponche". Sabe aqueles filmes em que alguém joga bebida no ponche sem os outros saberem? Pois é. Muita gente ajudou a fazer e acabou acrescentando uma coisinha a mais a cada vez. O danado virou um "Boa-noite Cinderela". Dois copos de ponche foram suficientes para me tirar do ar. Fiquei tão mal que apaguei. Literalmente. Acordei de madrugada na minha cama, fantasiada, com as lentes de contato nos olhos e uma dor de cabeça imensa. Não lembro de nada do que aconteceu. Vi as fotos que os colegas tiraram de mim e não acreditei. Dancei, pulei, me diverti de monte. O raio do ponche tinha cinco qualidades de bebida alcoólica. Não é pra menos que apaguei. Só sei que terminei a noite "chamando o Hugo" no banheiro e sendo socorrida pelos amigos (todos bêbados também). O mais engraçado é que, mesmo semi-consciente, continuei falando inglês com a turma. Cada vez que alguém falava meu nome eu respondia : Hi. I'm here!

Sei dessas coisas pelos relatos dos colegas. Ainda continuo sofrendo de amnésia...