segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E o trabalho caminha...

Não estranhem os intervalos sem notícias no blog. Nem sempre tenho inspiração e vontade de escrever. Marta e eu temos trabalhado até 1h da manhã, pra dar conta dos prazos (inclusive no final de semana). Acordamos bem cedo e começamos a labuta. No final do dia, não temos vontade nem de falar, tamanho é o cansaço. Mas está valendo a pena. Semeando agora para colher depois... muito depois!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Carnaval holandês

O carnaval no Brasil é realmente único no mundo, mas essa comemoração não é exclusiva dos brasileiros. Aqui na Holanda, o carnaval tem um símbolo: um caranguejo (ainda não entendi o porquê) e as pessoas se fantasiam de batata frita, pescadores, enfim, do que tiverem vontade! Vejam só essa vitrine de uma loja de fantasias (nem chega perto das vitrines da rua 25 de março, mas estamos em Bergen op Zoom, não em São Paulo!):
Marta me levou para conhecer o centro da cidade. Fiquei maluca quando vi a peruca da Maria Antonieta (Cinza-grisalha). Pensei logo no próximo picnic vitoriano...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brasileiras na Holanda

Uma amiga me disse que tenho mais sorte que juízo. É verdade!
É sabido por todos que a Holanda é um dos destinos mais comuns de prostitutas oriundas do Brasil e do mundo. Nada tenho contra as mulheres que comercializam seus corpos, que isso fique registrado, mas a maior parte dos holandeses (e pessoas de muitas outras nacionalidades) tem! E muito!
Pra começo de conversa, uma brasileira "mais ou menos jeitosa" que venha sozinha para a Holanda (principalmente para Amsterdã) é vista como uma dama da noite potencial. Na minha primeira viagem a AMS (2009), fui confundida com uma delas. O motorista do táxi que me levou para o hotel, vendo que eu era uma brasileira viajando sozinha, disse que eu era muito linda e perguntou quanto eu cobrava por um "certo serviço" (tenho de ser discreta porque este blog é lido por menores de idade...).
Pois é...
Dessa vez (2011), na minha chegada, fui sabatinada pelo policial de aduana, que insistia em saber por que eu estava aqui, quanto tempo ficaria, onde ficaria e com quem, onde estava a passagem de volta, quanto dinheiro tinha trazido (pediu pra ver os cartões de crédito, etc., etc., etc.). Expliquei que estava em férias, que iria visitar amigos em Bergen op Zoom e voltaria em 3 meses. Ele não fez cara boa. Perguntou de novo as mesmas coisas. [O interessante é que outras mulheres sozinhas, de outras nacionalidades, passavam rapidamente pela alfândega]. Fiquei encafifada: "Será que ele acha que vim trabalhar no Distrito da Luz Vermelha?". Então eu disse: "Não vou ficar aqui na Holanda. Vou para a França, para a Itália - na feira do livro de Bolonha, para divulgar meus livros. Sou uma escritora de livros infantis - e depois vou para a Inglaterra, onde morei e estudei. Pode checar no meu passaporte os lugares em que já estive. Viajo muito para pesquisar e divulgar literatura infantil. Só volto pra cá na época de retornar pra minha casa, no Brasil, OK?"
Meu discurso foi tão firme que ele carimbou o passaporte na hora e me despachou.
Conheci outras brasileiras aqui, de idades variadas, e todas relataram problemas de preconceito contra elas. Geeeente, nem tudo são tulipas na Holanda. O preconceito impera... e muito! E na Bélgica também! E não só contra brasileiras.
Os estrangeiros que vivem aqui são marginalizados. É muito triste.
João e Marta moram num bairro em que a maioria é muçulmana. Há bairros de maioria estrangeira (em que se mora predominantemente de aluguel) bem diferentes dos bairros projetados para holandeses proprietários.
Uma pena, realmente.
Acho que vou pedir para a Editora Lumine traduzir a coleção "Diversidade" para o holandês.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Brasil na Holanda

Fui para Roterdã com Marta. Ela dá aulas de Português para um grupo de holandeses.
Pra começar, Roterdã é um espetáculo de cidade. Moderna, enorme, com prédios incrivelmente criativos. Prometo postar fotos (assim que as tirar).
Marta levou os livros infantis que dei de presente a ela. Mostrou aos alunos e escolheu um para que lessem um trechinho (Orelha, nariz, barriga e bumbum: quer mudar algum?). Eles gostaram tanto que leram o livro inteiro e a professora trabalhou algumas expressões usadas no texto. Depois olharam os demais livros e levaram para casa, para ler e depois contar as histórias (em português). Ian, John e Williken me aconselharam a vender livros para a comunidade brasileira na Holanda (que segundo eles é bem grande). Vou avisar as editoras... quem sabe não possamos expandir fronteiras? De qualquer forma, esse quarteto me fez ganhar a noite!!! (Nem preciso dizer que fiquei emocionada, preciso?)

John, Ian, Marta e Williken

Eu toda boba no meio dos alunos da Marta...


Propaganda enganosa

Hoje acordamos com 6 graus e sensação térmica de 2 graus!!! O sol brilhava como num dia de verão mas era pura enganação. O vento desestimulava a colocar a cara para fora. Menos mal, temos de trabalhar em casa, mesmo!!!
Essa é a vista que tenho da sacada do apartamento da Marta e do João e da janela do meu quarto. O sossego é incrível!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Hallo! (Olá, em Holandês)

Hoje fomos à Antuérpia, numa feira de rua, mas o frio afugentou feirantes e transeuntes, menos Marta e eu, que nos divertimos com as galinhas "punk" de uma barraca e nos entristecemos ao ver papagaios, periquitos e outras aves da América do Sul engaioladas... (Deu vontade de acionar o IBAMA). Sem mais delongas, aqui vão fotinhos...

Marta, amiga querida...

Comendo o legítimo favo holandês... na Bélgica!!!

Perguntei: "Marta, que ave é essa?"  Resposta: "Uma galinha punk!"

Há mais de 3000 tipos de cerveja na Bélgica. A gente experimentou 2 tipos: uma com gosto de vinagre e outra com gosto de nada!!!

Uma tomada da feira livre...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cá estou eu!

Viagem tranquila, sem turbulências, nem raios ou trovoadas. Cheguei à Holanda num belo dia nublado, de vento forte e com temperatura de 10 graus. A alça da mala veio estourada, mas o pessoal da KLM foi muito educado, aceitou minha reclamação e fez o formulário sem questionar. Fui recebida com a maior animação pelos amigos queridos.
Pegamos a estrada e rodamos... Passamos por Haya, onde Rui Barbosa fez história, depois Roterdã.
Chegando em casa, uma surpresa mais que gostosa: um quarto acolhedor, decorado com fotos minhas, colhidas no meu blog, velas perfumadas com aroma de baunilha e um calor humano incrível. Abracei Marta emocionada (os olhos vazando) e agradeci. Não sei o que fiz para merecer tanto carinho!
Agora, vamos arregaçar as mangas e entrar de cabeça, tronco e membros no trabalho.
Tot Straks ("Até breve", em holandês)